Brasília escraviza os Brasileiros

O brasileiro não é pobre por falta de trabalho. É pobre porque é explorado por um Estado voraz, centralizado em Brasília, que suga a renda de quem produz para sustentar uma máquina pública inchada, cara e ineficiente. A carga tributária imposta ao povo brasileiro não é apenas alta — ela é opressiva, injusta e cruel.

Antes mesmo de o trabalhador ver o próprio salário, Brasília já tomou sua parte. Imposto de Renda, INSS e contribuições obrigatórias reduzem drasticamente o valor recebido. O cidadão trabalha semanas — às vezes meses — apenas para pagar o governo. O esforço não é recompensado; é confiscado.

Quando o brasileiro tenta sobreviver, comer, se locomover ou pagar contas básicas, o Estado ataca novamente. ICMS, IPI, PIS, Cofins e ISS estão escondidos em tudo: arroz, feijão, combustível, energia elétrica, gás, água, internet e remédios. O povo paga imposto até para viver. E quanto menor a renda, maior o peso desses tributos. O sistema pune o pobre e protege os privilegiados.

Empreender no Brasil é um ato de resistência. O empresário é tratado como inimigo. Além de IRPJ, CSLL, INSS patronal, FGTS, ICMS e ISS, há um manicômio burocrático feito para multar, não para orientar. Um erro formal pode levar à falência. O Estado não quer parceiros; quer arrecadadores involuntários.

A escravidão tributária se revela também na tributação repetida do patrimônio. Compra um carro? Paga imposto. Mantém o carro? Paga IPVA todo ano. Compra um imóvel? Paga ITBI. Morre? A família paga ITCMD. O brasileiro nunca é dono de nada — apenas aluga seus bens do Estado.

Enquanto isso, Brasília vive em outro planeta. Salários exorbitantes, auxílios, mordomias, cargos políticos, desperdício e corrupção consomem bilhões. O povo paga caro por saúde, educação e segurança, mas recebe serviços precários. O imposto é alto, mas o retorno é humilhante.

Isso não é solidariedade social. Isso é confisco institucionalizado. Uma escravidão moderna, sem correntes, onde o trabalhador entrega sua vida produtiva ao Estado e ainda é chamado de privilegiado por reclamar.

Questionar essa estrutura não é extremismo. Extremismo é aceitar um sistema que esmaga quem trabalha, empreende e produz. O Brasil só será livre quando o cidadão deixar de ser servo de Brasília. Enquanto isso não acontecer, a verdade é dura, mas necessária: Brasília escraviza os brasileiros.

Deixe um comentário